Foi no início de 2012 que a Cíntia chegou com uma ideia para o argumento de um novo curta de ficção. Essa ideia foi roteirizada pelo Will e batizada com o título "O Último Dente". Depois de passar por vários (!) brainstorms dentro da Novelo, surgiu o projeto do filme que foi inscrito no Edital Catarinense de Cinema, resultando em um dos vencedores. Em 2013, com o dinheiro na conta do projeto, demos início à produção.

Foram cerca de dois meses de pré-produção. Chamamos para chefia dos departamentos: Marx Vamerlatti, na direção de fotografia; Gustavo de Souza, no projeto sonoro; Dicezar Leandro, na direção de arte; Mateus Mira, na música original. Assinam a direção e a produção executiva as novelos Cíntia e Carol, respectivamente. A equipe super afinada contou ainda com o talento de demais profissionais e parceiros com quem já havíamos trabalhado em outras produções, além de novos nomes que certamente estarão conosco em outras empreitadas. 

O elenco convidado foi uma alegria a parte: Amélia Bittencourt, Gilda Nomacce, Otto Jr. e Cleístenes Grott. A Amélia, no papel de Dona Solange, já é praticamente da casa: atuou no "Qual Queijo Você Quer?" - pelo qual recebeu diversos prêmios de "melhor atriz", e também no "O Tempo Que Leva", ainda inédito. A Gilda, que já conhecia a Cíntia dos festivais, trabalhou pela primeira vez conosco... assim como o Otto Jr., que veio do Rio de Janeiro empolgado com o filme e também com o frio da serra! O Cleístenes Grött é de Floripa e também foi convidado especialmente para seu papel. Para encontrarmos a atriz que faria a Geórgia, protagonista do filme, realizamos teste de elenco chamando atrizes na faixa etária de 5 a 8 anos. Foi onde conhecemos a Liz Comerlatto, que, além de encaixar no perfil da personagem, se destacou por sua forte presença e entendimento das orientações da equipe de direção. 

ATUALIZAÇÃO: Depois de passar pela etapa de montagem, a produção e a direção do filme escolheram um novo título: "O Segredo da Família Urso". 

Parte da equipe do "O Último Dente", após o término das gravações. 

Parte da equipe do "O Último Dente", após o término das gravações. 

Conseguimos realizar alguns ensaios e testes com os atores, essencial para os departamentos de direção e arte. Eram muitos figurinos de época - a história se passa em 1970 -, muitos testes de efeitos especiais. Foi um momento ótimo para afinar a equipe e elenco, criando intimidade e deixando todos à vontade. Quando se trabalha com criança, até se pensa que pode ser exaustivo, mas a Liz também se dedicou muito nos ensaios e não ligava nem um pouco de fazer os testes com sangue falso, com muito chocolate em pó.  

Liz Comerlatto, em um dos testes de maquiagem de efeito. 

Liz Comerlatto, em um dos testes de maquiagem de efeito. 

Foi difícil encontrar a casa ideal para rodar o filme. Depois de muito procurarmos, o Sabiá, diretor de produção, nos apresentou duas possibilidades na Serra Catarinense. Precisávamos de uma casa bastante específica, com dois andares, que pudesse ambientar uma trama que se passa nos anos 1970 e com uma portinha menor que as outras, que abrisse para um cômodo misterioso. Fácil, né? E ainda com todas as questões de produção: a casa deveria, preferencialmente, estar desocupada (mas não abandonada!), estar localizada em um lugar sem muito barulho (mas não no meio do mato!), ter recuo para a câmera e equipamentos, possibilitar ângulos interessantes para a direção, ser relativamente fácil para produzir e desproduzir (não estourando o orçamento do Dicezar e mantendo a sanidade da Carol, Produtora Executiva). Tendo escolhido a casa, foram feitas viagens mais seguidas para visitas à locação com outros integrantes da equipe. O pessoal da arte foi quem chegou antes, pois, apesar de a casa ter muito a oferecer, o trabalho era grande. 

Daniela Aldrovandi, cenógrafa, caprichando nos detalhes. 

Daniela Aldrovandi, cenógrafa, caprichando nos detalhes. 

Transformando a cozinha.  

Transformando a cozinha.  

Entre os itens mais requisitados no set, às vezes até mais que fita crepe, estavam os aquecedores. Chegamos em Lages no dia 24 de Junho e começamos a rodar no dia 27, indo até domingo 30 (ou segunda, se contar a festinha de encerramento). Muitos planos de difícil execução, com movimentos de câmera, passagens de foco e deslocamento dos atores. Não é fácil contar uma história com elementos narrativos do suspense e do terror. Tudo é milimetricamente calculado para provocar no espectador as reações almejadas. 

O ator Otto Jr., espantando o frio. 

O ator Otto Jr., espantando o frio. 

Marx Vamerlatti e Ivan Duarte preparam o enquadramento. 

Marx Vamerlatti e Ivan Duarte preparam o enquadramento. 

Dama Farina, fazendo uma comidinha boa pro pessoal. 

Dama Farina, fazendo uma comidinha boa pro pessoal. 

Equipe se prepara para rodar o próximo plano. 

Equipe se prepara para rodar o próximo plano. 

Carol Gesser, produtora executiva, longe das planilhas.  

Carol Gesser, produtora executiva, longe das planilhas.  

Dicezar, Daniela, Cíntia e Repolho conferindo a cena. 

Dicezar, Daniela, Cíntia e Repolho conferindo a cena. 

Will Martins, assistente de direção, passando instruções para Bruno Knor, platô. 

Will Martins, assistente de direção, passando instruções para Bruno Knor, platô. 

Joana e Vanessa, assistentes de arte e produção de objetos, preparando o set do quarto. 

Joana e Vanessa, assistentes de arte e produção de objetos, preparando o set do quarto. 

Gustavo de Souza, técnico de som, discutindo as cenas com Cíntia, durante intervalo. 

Gustavo de Souza, técnico de som, discutindo as cenas com Cíntia, durante intervalo. 

Agora o filme está na ilha da edição, onde Cíntia está fechando o corte final. Então, seguirá para a edição de som, gravação da trilha musical, mixagem, marcação de cor, finalização... Há ainda muito trabalho a ser feito, mas logo mais um curta da Novelo sairá do forno. Enquanto isso, continue acompanhando nosso blog. Estaremos postando curiosidades da produção, diários de filmagem e relatos escritos pelos integrantes dessa equipe linda. 

 

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